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Sáb, 07 de Maio de 2011 17:00

REGRAS RITUALÍSTICAS – 10

Helio P. Leite

07.05.2011

 

Devemos valorizar a Ritualística passando aos iniciados de forma acurada, unificada e acessível as Normas e Princípios Maçônicos, habilitando-os à  exercerem a Nobre Arte.

 

Preocupados com a preservação e padronização das

Normas Ritualísticas em nossas Lojas, que praticam o R.E.A.A., relacionamos princípios, procedimentos e significados de símbolos, emblemas e alegorias para que sejam passados aos novos iniciados.

Ornamentação do Templo - O Arquiteto é o encarregado da ornamentação do Templo devendo indicar os Irmãos para auxiliá-lo. Deverá distribuir nos respectivos lugares, os Malhetes, Rituais, Código das Legislações Maçônicas, Carta Constitutiva, Bolsa de Beneficência, Bolsa de Propostas e Informações, Estandarte da Loja, Livro da Lei, perfumes e todos os instrumentos necessários para as Sessões Econômicas ou Magnas. O Arquiteto é quem deve acender as luzes e ou as velas dos Altares (inclusive as do Altar dos Juramentos) antes do início dos trabalhos.

O Mestre de Harmonia deve deixar preparadas as músicas selecionadas para serem executadas na entrada dos Irmãos no Templo. Após a ornamentação o Arquiteto solicitará ao Mestre de Cerimônia para verificar se tudo está correto para o cerimonial a ser realizado. Depois de certificar-se que nada falta o Mestre de Cerimônia determinará que o G\ do Templo e o Mestre de Harmonia

ocupem os seus lugares, fecha-se a porta do Templo indo em seguida comunicar ao Venerável Mestre que o Templo está devidamente ornamentado, pronto, portanto para o início dos trabalhos. Após ordem do Venerável, o Mestre de Cerimônia organiza o cortejo.

Cortejo ( ingresso ao Templo) -  É a fila organizada antes do ingresso ao Templo, com todos os presentes, convenientemente trajados e revestidos de suas insígnias.

O  Cortejo é formado pelo M\de Cerim\ e consiste em uma fila dupla obedecendo-se a seguinte ordem: Primeiro AApr e CComp\(lado a lado), os CComp\no lado do Sul e os AApr\do lado  Norte, indo a frente os mais recentes. A seguir os MM\ e os Oficiais, cada um do lado de sua respectiva Col\,em seguida os MM\IInst\, Os VVig\ e finalmente o V M\.

O Mestre de Cerimônias a frente do préstito, dará uma única pancada na porta do Templo, que será aberta pelo Guarda do Templo, o Mestre de Cerimônia solicita-lhe a entrada. Neste momento, o Mestre de Harmonia executa música suave (de preferência de autor maçom), a fim de propiciar a criação de um clima agradável. O Guarda do Templo (a Ordem com a espada cruzada sobre o peito) se posta junto a Coluna J e de frente para a entrada do préstito, enquanto que o Mestre de Cerimônia posta-se junto a B de frente para o Guarda do Templo aguardando o ingresso de todos os Obreiros, até a passagem do Venerável Mestre, quando então o conduzirá até o Trono.

No Cortejo todos romperão a marcha com o pé esquerdo adentrando o Templo com passos normais tanto pelo lado Norte, quanto pelo lado Sul, cada um indo diretamente ocupar o seu lugar, conservando-se em pé sem estar a Ordem, voltados para o Eixo da Loja. Após a entrada do Venerável Mestre o Guarda do Templo fecha a porta me toma seu lugar. O Mestre de Cerimônia após conduzir o Venerável Mestre até o Trono verifica se todos os Obreiros estão perfeitamente colocados nos lugares que lhes compete (neste instante cessa a música) e entre Colunas dá uma única batida no chão com seu bastão e declara ao Venerável Mestre (conforme o Ritual) que os trabalhos, se ele assim o quiser, poderão ser iniciados. Durante o Cortejo nenhum Obreiro fará qualquer tipo de sinal. Devemos observar que ninguém deverá ter ingresso no Templo, sob qualquer pretexto, antes da hora fixada para o início dos trabalhos exceto os Obreiros que estivem encarregados de prepará-lo para as cerimônias, além do G\T\ e do M\ de H\. A saída do T\ se dará  seguindo a ordem inversa à entrada.

Recebimento de Visitantes – Os Irmãos visitantes com direito a saudação honorífica, devem ser recebidos por uma Comissão de Recepção formada especialmente para recepcioná-los, por Estrelas e Espadas conforme prescritos nos Rituais.

Todos os maçons regulares têm direito de visitar as Lojas de sua ou de outras jurisdições, sujeitando-se, porém, as prescrições do trolhamento e as disposições disciplinares estabelecidas pela Loja visitada. Só devem ser admitidos como visitantes maçons que exibam seus documentos de regularidade em perfeita ordem e se mostrem pelo trolhamento, perfeitos conhecedores dos S\T\e da P\Sem\, salvo se forem conhecidos de Obreiros que por eles se responsabilizem. Quando um visitante for conhecido e já tenha visitado a Loja pode, o Venerável Mestre, conceder permissão para ele entrar conjuntamente com os membros do quadro. Em Loja os Irmãos visitantes sentar-se-ão nos lugares que lhes forem indicados pelo Mestre de Cerimônias.  Em se tratando de Venerável Mestre ou Mestre Instalado, deverá ser conduzido ao Oriente onde tem assento.

Comissão de Recepção – É formada para a recepção no Templo das Autoridades Maçônicas.  É composta por duas filas de Obreiros portando alternadamente Estrelas e Espadas, ficando a ala maior do lado Norte e começando por Estrela. A quantidade de Estrelas e Espadas varia de acordo com a Autoridade a ser recepcionada, bem como os procedimentos ritualísticos que são determinados pelos Rituais.

Nenhuma honra poderá ser prestada quando já estiver presente uma autoridade de ordem hierárquica superior. Quando o Pav\Nacional já tiver ingressado no Templo não se poderá receber qualquer visitante ou autoridade (maçônica, civil ou militar) com qualquer honraria.

Abóbada de aço - Destina-se a homenagear visitantes ilustres e autoridades maçônicas. É formada por duas alas de Obreiros, preferencialmente Mestres Maçons de nossa potência, uma postada ao Norte e outra ao Sul, estando em pé e portando a espada com a mão direita, o braço estirado obliquamente cruzando no alto a ponta das espadas sob ela e por entre os Irmãos que a compõe passam os homenageados. A formação da Abóbada de Aço já constitui por si só  a homenagem prestada, assim não é permitido “tinir” as espadas.

Estrelas – São usadas para recebimento de autoridades. Constitui-se de um bastão de madeira escura com 1,30m de comprimento, encimado por roseta metálica sobre a qual é fixado um castiçal para vela.

As Estrelas devem sempre serem conduzidas com a mão direita mantendo-se um ângulo de 90º entre o ante-braço e o braço o qual deverá ficar colado ao corpo. Os Irmãos que as conduzem, devem formas alas ficando a de maior número na coluna do norte (as Estrelas são sempre em número impar).

Bateria (simples ou incessante) – Certos números de golpes, que durante a abertura, desenvolvimento e encerramento dos trabalhos de uma Loja são dados pelo Venerável e pelos Vigilantes com a ajuda dos Malhetes: os demais Irmãos batem as mãos de forma compassada. Em Maçonaria, Bateria significa “aplauso” e “ordenamento”. Na abertura e no encerramento dos trabalhos é feita a bateria e a exclamação; Usa-se também para  acalmar os excessos e interromper alguma discussão áspera e inconveniente - o VM, empunhando o Malhete diz: “pela ordem”, determinando que todos se levantem e passa a comandar uma bateria; depois, senta-se e recomeça os trabalhos interrompidos; a pausa tem o dom de acalmar os excessos.

Os aplausos traduzem-se pela bateria, que pode ser simples ou incessante. A SIMPLES corresponde a bateria do Grau, com tantos golpes quantos forem os anos dos graus em que estiver trabalhando a Loja, e por isso é sempre ritualística, normalmente destinada a aplaudir algum pronunciamento de Irmão. A INCESSANTE, quando os golpes de malhete e as palmas são contínuos; em caso de luto, manifestação de pesar pela passagem de um Irmão para o Oriente Eterno, não se expressa pela observância de “um minuto de silêncio”, mas sim, após o pronunciamento, no momento próprio, a bateria é feita por leves golpes com a palma da mão direita sobre o antebraço esquerdo. Com os Irmãos permanecendo sentados.

A Bateria corresponde a uma salva de palmas, aplicável tanto em Sessão Econômica, Magna ou Branca, mas sempre comandada pela batida de Malhete do VM\, acompanhada dos VVig\. Cabe ao Venerável indicar aos Irmãos se a bateria será simples ou incessante.

Por Valdemar Sansão

 

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