Home Templo de Estudos Maçônicos MAÇONARIA: UM FEIXE DE SIMBOLISMO REVERENCIANDO REFLEXÃO
MAÇONARIA: UM FEIXE DE SIMBOLISMO REVERENCIANDO REFLEXÃO Imprimir E-mail
Escrito por Jeronimo Borges   
Sáb, 11 de Agosto de 2012 14:00

Alguém perguntou se o correto é feixe de HISSOPO ou feixe de ESOPO.

Nos dias atuais, é quase impossível saber o que é correto ou errado nos textos maçônicos. As artes, a literatura e toda expressão da cultura popular são elementos que devem ser trabalhados pelas Lojas. Do contrário, nossas Oficinas continuarão definhando e a Maçonaria será sufocada pelas novas tendências impostas pela mídia e instituições que apenas visam o lucro.

A qualidade das instruções maçônicas deixam a desejar e raras são as Lojas que estudam os Ritos com espírito maçônico. Na falta de comissões bem preparadas para orientarem os Aprendizes e Companheiros, há quem imponha interpretações fantasiosas e absurdas sobre o simbolismo e a verdadeira natureza do "segredo" maçônico que deve ser descoberto no íntimo de cada obreiro: o véu do mistério sendo descerrado pelo senso crítico e pela inteligência bem treinada, preservando-se, com o maior respeito, o processo individual da descoberta. Decifrar um símbolo é destruí-lo; mas educar para o símbolo é conduzir (educare, ex =  para fora + ducere = conduzir). Já era assim entre os antigos gregos - paideia, a formação da pessoa humana no que a distingue dos animais; é assim nas palavras do nosso conterrâneo Hélio Pellegrino, psicanalista, escritor e poeta: “Feliz daquele que, ao meio-dia, se percebe em plena treva, pobre e nu”.

O problema é saber quantos e  quais são os que querem ser conduzidos para fora da caverna, das trevas para a luz. E quantos sentem-se felizes ao constatarem que estão em plena treva, pobres e nus, mesmo na canícula meio-dia...

Mas, vamos ao assunto e analisemos os feixes que a História nos legou.

O  hissopo, também conhecido como "erva sagrada", pertence à família das labiadas, várias vezes mencionada na Bíblia (figura 1). Em Êxodo 12:22, o feixe de hissopo foi usado para aspergir ou borrifar e como pincel para marcar os portais das casas: “... tomareis um feixe de hissopo, ensopá-lo-eis no sangue que estiver na bacia e aspergireis com esse sangue a verga e as duas ombreiras da porta”. Noutro trecho (Números 19:18) diz o legislador hebreu: “depois de ter molhado nela um hissopo, aspergirás com ele a tenda, todo o seu mobiliário, todas as pessoas que aí se encontram...” Os caules do hissopo são finos, flexíveis e frágeis. Mas, quando amarrados juntos num feixe, ficam resistentes para aspergir ou pintar. As propriedades curativas do hissopo e seu aroma agradável eram conhecidas e apreciadas também pelo rei Salomão.

Já o feixe de Esopo refere-se a uma fábula contada por um escritor da Grécia antiga (século VI antes de Cristo) de nome por Esopo. A fabulosa fábula ilustra o fato de que a união entre pessoas as torna corajosas diante do inimigo e que, se estiverem desunidas, facilmente serão derrotadas. Eis o texto da fábula (figura 2) que traduzi da versão latina Fabularum Aesopiarum Manuscriptu Codice Divionensi: “Um velho fazendeiro tinha sete filhos que brigavam constantemente por qualquer motivo. O velho tentou de tudo, mas não conseguiu manter a paz na família. Inspirado pelos deuses, foi até a mata mais próxima, recolheu um punhado de gravetos e amarrou-os firmemente num feixe. Chegando em casa, pediu a cada filho que quebrasse o feixe contra o joelho. Todos tentaram, mas não conseguiram. Então, o velho pai desfez o feixe e distribuiu os gravetos entre os rapazes.  –Quebrem agora, disse o fazendeiro. Todos quebraram os gravetos isolados, com facilidade.  - Olhem só, concluiu o pai  – aprendam a lição: se vocês permanecerem unidos não haverá inimigo ou perigo que os possam vencer. Mas, desunidos e separados serão quebrados como gravetos secos.

Como não devo impor uma interpretação fantasiosa, deixo o sentido oculto ser descoberto, mediante REFLEXÃO, no íntimo de cada obreiro, com a seguinte consideração histórica: Entre os romanos havia o  fasces lictoris que consistia num feixe de varas de bétula branca (ver figura 3) simbolizando o poder de guerrear, legislar e punir. Mais tarde, a palavra fasces foi usada pelos fascistas, doutrina totalitária de extrema direita desenvolvida na Itália por Mussolini (fascio littorio). Escolham, cada um, o seu feixe e trabalhem o símbolo na câmara secreta dos verdadeiros Iniciados.

 

Por Hélio Leite

 

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