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PROTEGIDO: MAÇONARIA - A TÁBUA DE DELINEAR DO 1o. GRAU - RITUAL DE EMULAÇÃO Imprimir E-mail
Qui, 11 de Fevereiro de 2010 12:28

MAÇONARIA - A TÁBUA DE DELINEAR DO 1o. GRAU

Ritual de Emulação

Helio P Leite

11.02.2.010

As doutrinas e os ensinamentos descritos neste trabalho referem-se aos do Rito de Emulação praticado pela A.´.R.´.L.´.S.´. Cavaleiros do Sol nº 42, da jurisdição da Grande Loja Maçônica do Estado da Paraíba e que podem ser diferentes das outras Potências Maçônicas, mas, os princípios da Maçonaria Antiga Livre e Aceita são os mesmos e comuns a todas.

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INTRODUÇÃO

Àqueles que não foram iniciados em nossos sublimes mistérios e que, por qualquer motivo, tiverem acesso a este estudo, advertimos que esta leitura lhes será absolutamente imprestável, posto que a Maçonaria é uma Instituição Iniciática e Filosófica que desenvolve um sistema de moral velado por alegorias e ilustrado por símbolos. Contudo, admitimos, uns poucos terão sensibilidade suficiente para compreender, pelo menos em parte, a doutrina maçônica. A estes, só lhes restará bater às portas de um uma Loja Maçônica, despidos de quaisquer propósitos mesquinhos e, humildemente, pedir que se lhes dê a Luz, a Luz Maçônica que habilita alguns a conhecerem o Grande Segredo da Maçonaria, a Verdade.

A IMPORTÂNCIA

{password}A Tábua de Delinear é um quadro onde estão figurados os principais símbolos do Grau.

Embora a Tábua de Delinear sintetize os Mistérios do Grau e indique os símbolos que devem ser estudados pelos iniciados, a bem da verdade, não se tem dado a devida importância ao estudo do painel.

Em decorrência do pouco caso que se vem dispensando as Tábuas de Delinear, muitos Mestres não conhecem suficientemente os símbolos maçônicos para cumprirem sua tarefa, preconizada pelos significado da Prancheta, de instruir os Aprendizes e Companheiros.

Se os símbolos representados nas Tábuas de Delinear de Aprendiz e Companheiro muitas vezes não são devidamente conhecidos, os constantes na Tábua de Delinear de Mestre são verdadeiros enigmas para uma grande parcela de Mestres Maçons.

Isso se deve, principalmente, ao fato do Mestre Maçom não mais necessitar demonstrar conhecimento do seu Grau para galgar aos chamados Graus filosóficos, acrescido da inexplicável preferência das Lojas trabalharem quase que exclusivamente no Grau de Aprendiz, relegando a um segundo plano o Grau de Mestre, sobretudo, o Grau de Companheiro, considerado um “Grau Intermediário”.

Talvez toda essa situação seja conseqüência da utilização inadequada pelo Rito Escocês Antigo e Aceito, de Tábuas de Delinear desenhados originalmente para o Rito de Emulação. Tábuas essas também adotadas indiscriminadamente pelos demais Ritos, o que é um erro, pois cada Rito tem as suas peculiaridades, as suas nuanças, muitas vezes impossíveis de serem conciliadas.

HISTÓRICO

Primitivamente os símbolos que caracterizavam as reuniões maçônicas nos canteiros de obras eram desenhados no chão. Em geral, eram representados as ferramentas dos Maçons Operativos, as Colunas e o Pórtico do Templo do Rei Salomão.

Posteriormente, quando os Maçons passaram a se reunir em locais fechados, especialmente em tavernas, a prática de se desenhar no chão foi gradativamente sendo substituída – em razão dos desenhos em alguns casos não se apagarem com facilidade após o término da sessão ou por danificarem o assoalho dos estabelecimentos – por desenhos em Tábuas de tecido, semelhantes a pequenos tapetes, que após o término da sessão eram enrolados e ficavam sob a égide de um dos membros.

Essa alteração caracterizou uma importante evolução, pois além dos painéis de tecido serem mais práticos, os símbolos ficavam menos expostos às vistas profanas, podiam ser confeccionados com mais capricho e dentro de princípios estéticos mais bem elaborados.

Assim, alguns Irmãos puderam extravasar seus dotes artísticos, os painéis foram se sofisticando e se tornando peças não só de prática ritual, mas também de apurada beleza, ao menos em relação aos antigos desenhos feitos toscamente no chão.

O conjunto de Tábua de Delinear mais famoso é o de John Harris, desenhista arquitetônico e pintor de miniaturas inglês, iniciado na Ordem Maçônica no ano de 1.818, na Emulation Lodge of Improvement.

Essas Tábuas foram desenhadas no ano de 1.823, cinco anos após a sua iniciação, para a sua Loja, que funcionava nos Trabalhos de Emulação(na Maçonaria inglesa, não se usa o vocábulo “rito”). Depois de publicados, passaram a ser copiados a partir do ano de 1.846.

Tais Tábuas são adotadas ainda nos dias atuais nos graus simbólicos pelas Potências Maçônicas do nosso País, em diferentes Ritos, inclusive no Rito Escocês Antigo e Aceito, invariavelmente sem as adaptações necessárias às peculiaridades de cada Rito.

Deve-se registrar que no ano de 1.808, 15 anos antes do Irmão John Harris, o Irmão William Dight também interessado nas Tábuas, elaborou um conjunto para os três graus simbólicos.

Na França, país berço do Rito Escocês Antigo e Aceito, as Tábuas de Delinear do Irmão John Harris não são utilizadas pelo Rito Escocês Antigo e Aceito. As Lojas francesas adotam painéis próprios, Painéis esses que foram igualmente implantados pelo Grande Oriente do Brasil, a partir da grande reformulação realizada em 1.981 com a colaboração da Oficina Chefe do Rito, que culminou com o Dec. nº 50/81.

É importante frisar que a maioria das Potências Maçônicas, e em especial as Grandes Lojas existentes no Brasil, utilizam as Tábuas de Delinear do Rito de Emulação nos trabalhos litúrgicos e ritualísticos do Rito Escocês Antigo e Aceito.

Tal afirmação poderá chocar alguns Irmãos acostumados a verem essas Tábuas exibidas nos rituais do R E A Amas o fato é que efetivamente as Tábuas de Delinear do Irmão Jonh Harris foram desenhadas, e com muita competência, para o Rito de Emulação. Já para o R E A A e demais Ritos, elas se mostram inadequadas.

ELEMENTOS CONTIDOS NA TÁBUA DE DELINEAR

01 – As Jóias Móveis:

O Esquadro;

O Nível;

O Prumo.

02 – As Jóias Fixas:

A Prancheta;

A Pedra Cúbica;

A Pedra Bruta.

03 – Os Paramentos:

O Livro das Sagradas Escrituras;

O Esquadro;

O Compasso.

04 – Os Ornamentos:

O Pavimento Mosaico;

A Orla Denteada;

A Estrela Brilhante;

O Sol, a Lua e as Estrela;

O Altar dos Juramentos;

O Círculo e o Ponto com as Paralelas;

A Escada com a: Cruz, Âncora, a Chave e o Cálice;

As Três Colunas Alegóricas;

O Maço e o Cinzel;

O Lewis;

A Régua de Vinte e Quatro Polegadas;

A Espada;

As Quatro Borlas.

DEFINIÇÕES

I - JÓIAS MÓVEIS

São símbolos que merecem tal denominação em virtude de seu alto e precioso conteúdo simbólico na Maçonaria, acrescido ao fato de serem insígnias dos três Principais Oficiais de uma Loja praticante do Rito de Emulação, ou seja: Mestre da Loja(Esquadro); 1º Vigilante(Nível) e 2º Vigilante(Prumo).

II – JÓIAS FIXAS

São símbolos que merecem tal denominação em razão de seu grande e valioso sentido simbólico na Maçonaria, acrescido ao fato de não serem móveis ou transmissíveis, se a achando sempre presentes na Loja, para refletir a divina natureza e atuando como código moral aberto à compreensão de todos os Maçons. Representam o Aprendiz(Pedra Bruta); o Companheiro(Pedra Cúbica) e o Mestre (Prancheta).

III – PARAMENTOS

São símbolos assim denominados em razão de seus grandes e valiosos valores simbólicos na Maçonaria, acrescido ao fato de não serem móveis ou transmissíveis, se achando sempre expostos e presentes na Loja. Os Paramentos são: as Três Grandes Luzes Emblemáticas da Maçonaria(O Livro das Sagradas Escrituras, o Esquadro e o Compasso).

IV – ORNAMENTOS

Ornamentos são todos aqueles símbolos que decoram ou ornamentam uma Loja Maçônica e que não estão classificados nem como Jóias e nem como Paramentos. Os Ornamentos são: o Pavimento Mosaico; a Orla Denteada; a Estrela Brilhante, o Sol, a Lua, e as Estrelas; o Altar dos Juramentos e o Círculo; a Escada com a Cruz, a Âncora, a Chave e o Cálice; as Três Colunas Alegóricas; o Maço e o Cinzel; o Lewis; a Régua de Vinte e Quatro Polegadas; a Espada; e as Quatro Borlas.

DEFINIÇÕES DOS ORNAMENTOS

I - O PAVIMENTO MOSAICO

Simboliza a Harmonia que sempre deve haver entre todos os Maçons, independentemente de suas diferenças étnicas, religiosas, políticas, sociais, etc.

II – A ORLA DENTEADA

Simboliza os Maçons unidos e reunidos em Loja, significando a Família Maçônica Universal.

III – A ESTRELA BRILHANTE

A Estrela Brilhante, também denominada de Estrela Flamejante, simboliza, nas Lojas, o Sol que é para os Maçons, a representação de Deus, ou seja, do GADUporque ele, com sua luz e com seu calor, dispensa inúmeros benefícios ao gênero humano.

IV – O SOL E A LUA

O Sol, e a Lua representam o antagonismo da natureza – dia e noite, afirmação e negação, o claro e o escuro – que, contraditoriamente, gera o equilíbrio, pela conciliação dos contrários.

V – AS ESTRELAS

As sete Estrelas aludem à quantidade de Irmãos que precisam estar presentes às sessões, sem os quais nenhuma Loja é perfeita nem candidato algum pode ser iniciado na Ordem.

VI – O ALTAR DOS JURAMENTOS

O Altar dos Juramentos é utilizado para o Capelão recitar as preces ao Grande Arquiteto do Universo e bem como para o Candidato à Iniciação, prestar seu compromisso com a Ordem Maçônica.

VII – O CÍRCULO E O PONTO COM AS PARALELAS

A várias significações para o Circulo. Representa a Natureza, o Mundo, a esfera terrestre dando a impressão que se girarmos sobre nós mesmos, veremos o limite no horizonte, como sendo um Círculo. Se somos nós que visualizamos esse Círculo, obviamente, o Ponto também somos nós. Toda Geometria, todo desenho, todo mister e tarefa, iniciam pelo Ponto; até nossos passos, iniciam de um “ponto de partida”, para alcançar um “ponto de chegada”; assim o ponto é o nascedouro do movimento. O Universo é circular, como já disse Einstein; os limites do Círculo, por serem infinitos, não significam inexistirem. Assim, esse Círculo inserido no Altar, simboliza o Mundo onde estamos e o ponto em seu centro, o Maçom. Simboliza também, o Sol, considerado pelos antigos, como a maior criação e glória do GADU. As Paralelas são os trópicos de Câncer e Capricórnio ou ainda “São João Batista e São João Evangelista”, padroeiros das antigas confrarias medievais; e o ponto segundo alguns catecismos (rituais) antigos, é o Olho do GADU.

VIII – A ESCADA

Simboliza o caminho por onde nós, como Maçons, esperamos chegar próximo ao Grande Arquiteto do Universo. Ela é composta por vários degraus, simbolizando as virtudes que o Maçom deve cultivar, para chegar à perfeição.

IX – A CRUZ

Simboliza a Fé do Maçom perante o Grande Arquiteto do Universo.

X – A ÂNCORA

Simboliza a Esperança que o Maçom tem para chegar ao topo da Escada, ou seja, a perfeição.

XI – O CÁLICE

Simboliza a caridade que cada Maçom deve fazer em prol de seus Irmãos necessitados ou a profanos.

XII – A CHAVE

Simboliza os Segredos e Mistérios da Franco-Maçonaria.

XIII – AS TRÊS COLUNAS ALEGÓRICAS

As Três Colunas Alegóricas representam a Sabedoria (Jônica – Mestre da Loja – Salomão Rei de Israel); a Força (Dórica – 1º Vigilante – Hiram Rei de Tiro); e Beleza (2º Vigilante – Hiram Abi – Construtor do Templo de Jerusalém – Filho da Viúva). Todas as Três Colunas são de Ordem da Arquitetura Grega.

XIV – O MAÇO

O Maço simboliza a Vontade que existe em todos os Maçons e que precisa ser canalizada eficientemente para que não resulte em esforço inútil.

XV – O CINZEL

O Cinzel simboliza a inteligência que o Maçom deve empreender para desbastar a Pedra Bruta.

XVI – O LEWIS

O Lewis é um aparelho(peça de ferro) com cunhas ajustáveis e expansivas usado pelos pedreiros antigos para erguer e colocar grandes pedras nos devidos lugares. Sendo assim, o Lewis está na Tábua de Delinear para representar as nossas próprias mãos que usamos para erguer e transportar Pedras Brutas e Cúbicas; porém, nem sempre o esforço humano é suficiente para realizar com eficiência, a obra. Para a construção do Templo Espiritual, se as nossas mãos, não se apresentam suficientemente fortes para a tarefa, o “Lewis” será mentalizado e cumprirá a sua tarefa.

XVII – A RÉGUA DE VINTE E QUATRO POLEGADAS

Representa às 24 horas do dia, das quais devemos aplicar parte em orações ao Grande Arquiteto do Universo, parte no trabalho e no descanso, e parte em servir um amigo ou Irmão necessitado, sem prejuízo nosso ou de nossos familiares. Também a Régua de 24 Polegadas simboliza a retidão de caráter que todo Maçom deve possuir.

XVIII – A ESPADA

Simboliza a Igualdade que deve existir em cada Maçom, posto que só nobres e os titulares de determinados ofícios na Antigüidade, tinham o direito de trazer em público, enquanto nas Lojas Maçônicas todos os Irmãos sem distinção de sua posição social, tinham o direito de portá-la. Em Loja o porte da espada igualava o plebeu ao nobre.

XIX – AS QUATRO BORLAS

Representa as seguintes Virtudes: Temperança, Energia, Prudência e Justiça, que deve possuir cada Maçom.

Ir. Sergio Cavalcante

Última atualização em Qui, 11 de Fevereiro de 2010 12:37
 

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