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PROTEGIDO: MAÇONARIA - COLUNAS - J.´. e B.´. - DEMAIS CCOL.´. Imprimir E-mail
Ter, 23 de Fevereiro de 2010 18:42

MAÇONARIA - COLUNAS - J.´. e B.´. - DEMAIS CCOL.´.

Klebber S Nascimento

23.02.2010

{password}PREFÁCIO

As colunas do Templo são em número de quatorze, duas delas elaboradas em bronze e as restantes em alvenaria, são ornamentos estáticos por serem matéria. Todos os membros do quadro são Colunas Vivas. Existem outras colunas que se destacam, a saber: a Coluna da Harmonia, desempenhada por quem cuida do som, a Coluna Gravada, diz respeito aos papéis escritos, a Coluna Funerária é representada por um livro onde se registram os falecimentos, a Coluna Partida, ou seja, quebrada ao meio, simboliza o Maçom que partiu para o Oriente Eterno e a Balaustrada que separa o Oriente do Ocidente ou Câmara do Meio, formada por “colunetas” unidas por vigas, que representam a união das Colunas vivas. O Maçom “Entre Colunas” transforma-se na “Terceira Coluna do Templo”, completando todo significado que as duas colunas J.·. e B.·. possam ter.

E diz a Bíblia:

(I Reis VII-21): EM SEGUIDA HIRAN LEVANTOU AS COLUNAS NO PÓRTICO DO TEMPLO; E LEVANTANDO A COLUNA DIREITA CHAMOU O SEU NOME JACHIM; E LEVANTANDO A COLUNA ESQUERDA, CHAMOU SEU NOME BOAZ.

A grande polêmica sempre girou em torno do significado, finalidade e localização das mesmas.

O tema transtornou a cabeça dos maçons historiadores e simbolistas que lhes atribuíram uma gama infinita de finalidades, significados e inverteram suas localizações em face de acontecimentos políticos e das inferências esotéricas que as mesmas encerram dentro da filosofia e da simbologia na Ordem Maçônica.

COMPOSIÇÃO

Hirão – artífice de Tiro (Era filho de uma viúva de Nephtali, mas seu pai era tírio e trabalhava o bronze), foi quem construiu as colunas, ambas eram ocas e foram fundidas em bronze, em moldes escavados no chão, usando métodos desenvolvidos pelos assírios no tempo de Senaquibabe. (De um modo geral as colunas se dividem a partir da base, soco, pedestal, segunda base, fuste, que é a parte mais longa, capitel e na parte do entablamento, a arquitrava, o friso e a cornija.) Cada coluna tinha 18 côvados de altura e seu diâmetro se media com um fio de 12 côvados e eram encimadas por um capitel de 5 côvados ricamente trabalhado. Sua altura no sistema métrico, incluindo-se o capitel, correspondia a aproximadamente onze metros e meio, seis metros de diâmetro e a espessura de quatro dedos. Tais especificações são descritas no I Livro de Reis (VII-15.16). Os capitéis eram ornados com redes de malhas e grinaldas em forma de cadeias (correntes). Havia sete grinaldas para cada capitel. Ao redor de cada uma das malhas, foram colocadas duas fileiras de romãs, cada fileira com cem romãs, totalizando duzentas em um capitel. Todo o conjunto que encimava cada uma das colunas tinha o formato de lírios (shushan em hebraico) até a altura de quatro dos cinco côvados de altura de cada capitel. Os lírios representavam a beleza das mulheres e as romãs, a potencia do homem sustentada pelo vinho afrodisíaco das romãs. Diversos autores dizem que em todos os tempos, a romã foi o símbolo de fecundidade, de abundancia de vida, os grãos da romã, reunidos em uma polpa transparente, simbolizam os Maçons unidos entre si por um ideal comum. Cada coluna apresenta em sua parte superior dois grandes globos (Reis – 41), um sendo o globo terrestre e o outro o globo celeste, há uma inversão propriamente, por que inexiste um globo celeste, poderíamos tê-lo na forma inversa, isto é convexa, de impossível execução.

NOMES E SIGNIFICADO

BOOZ e JAQUIM, assim denominadas as duas colunas no pórtico do templo.

Nomes de dois personagens bíblicos, até certo ponto inexpressivos, JAQUIM aparece em dois livros, Números (XXVI-12) como terceiro filho de Simeão, um dos doze filhos de Jacó e no I Livro de Crônicas (XXIV-17) fazendo parte de uma família de sacerdotes. BOOZ encontrado no livro de Rute, com quem se casou, era rico proprietário de terras em Belém, fazendeiro benevolente, preocupado com o bem estar de seus empregados tendo grande senso de responsabilidade familiar, descendente da linhagem genealógica direta da ascendência de Davi e Salomão. Também encontramos no prólogo do Evangelho segundo São Mateus o nome de BOOZ incluído dentre as quarenta e duas gerações que se sucederam de Abraão até o nascimento de Cristo. Ambos não foram figuras de maior destaque dentre os personagens bíblicos.

JAQUIM –Jah (Deus) + Achin (Consolidar) = “Deus Consolidou”

BOAZ – Beth (em) + Oaz (força) = “Com Força”

“Deus consolidou (o templo) com força (solidamente)”

“Deus consolidou (o templo) e nele (Deus) está a força”

A primeira frase dá uma conotação de sólida construção que se realizou para reverenciar o Deus IAVÉ. A segunda dá uma conotação da força mística de Deus e não especificamente do templo.

A palavra JAQUIM é escrita em hebraico com as letras Iod (I) – Caph (Ch) – Iod (I) – Nun (N), reunindo-se as iniciais fonéticas forma a palavra ICHIN ou IACHIM, cuja pronuncia em português é JAQUIM e em hebraico é YAHHIN.

A palavra BOOZ é escrita em hebraico com as letras (B) – Ain e Zain (Z), pronuncia-se em hebraico BO´HAZ. Nome derivado do hebraico Beth (em) e oaz (força) e significa “em força” ou “com força” ou ainda “nele a força”. Com relação a pronuncia, no hebraico as vogais tem só uma grafia. Tanto se pode ler BOAZ como BOOZ. O Padre João Ferreira de Almeida traduziu a Bíblia respeitando o uso hebraico, dando ao português a grafia correspondente ao som com “ao” ao invés de “oo”, como se vê escrito no livro de Rute e Reis. É simbolicamente interpretada como “feminino-passiva” e, na Maçonaria, é considerada a Palavra Sagrada do Aprendiz, cuja submissão dentro dos mistérios maçônicos o coloca em relativa passividade, limitando-se a ver, ouvir e calar até que evolua na escala hierárquica da Ordem.

LOCALIZAÇÃO

JAQUIM á direita e BOOZ à esquerda (de quem entra no templo).

“Levantou colunas, uma à direita outra à esquerda da fachada do Templo: chamou à da direita Jaquim e à da esquerda Boaz” – (II Crônicas III-7).

É muito difícil deturpar esta citação do livro Crônicas, pois o autor deixou claro que J.·. à direita e B.·. à esquerda da fachada do Templo, deixando claro que era de quem olhava para a frente do Templo. Nos idiomas semitas, de maneira geral, e no hebraico, em particular, se escreve da direita para a esquerda, JAQUIM viria em primeiro lugar e BOAZ na seqüência.

A colocação das colunas corresponde a um tradicionalismo universal e histórico, e a Maçonaria, através do sistema inglês e escocês, seguiu exatamente como descreve o Livro Sagrado. As disposições das colunas J.·. ao sul e B.·. ao norte do Templo, correspondem respectivamente às colunas do 2º e 1º Vigilantes, como se observa no sistema adotado pelo R.·.E.·. A.·. A.·., obedecendo a interpretação simbólica e filosófica da própria Ordem Maçônica e resume a doutrina esotérica que implica a colocação do Aprendiz ao norte (B.·.) e do Companheiro ao Sul (J.·.). Esotéricamente, as duas colunas representam os dois sexos. Foi com este sentido que a Maçonaria as recebeu como herança dos hermetistas. Ainda pelo lado esotérico: J.·. (-) negativo, estabilidade, recepção da energia, direcionamento da força, cinzel, lua, “tamas” (propriedade passiva da matéria), discernimento para direcionar a iluminação, racionalização da ação e reflexão dessa vontade; B.·. (+) positivo, força espiritual, malho, sol, rajas (propriedade da matéria), iluminação espiritual, ação determinada, vontade espiritual. O maçom estando entre colunas adquire equilíbrio, harmonia, serenidade, recebendo energia para estabilidade interior.

CONCLUSÃO

“Entre Colunas” – O Maçom que está “Entre Colunas” deve posicionar-se sob a inspiração dos instrumentos de trabalho, considerando-se como se fora uma Pedra Bruta, como na realidade é. O “Estar Entre Colunas” saído o Maçom do átrio, significa também, o toque de purificação, suprindo qualquer falha ocorrida no átrio, onde o Mestre de Cerimônias procede à purificação dos presentes para que se dispam do “peso” trazido do mundo profano. No momento que os Maçons adentram no Templo e passam pelas colunas, recebem a “força” e a “beleza” em seus propósitos, porque dentro do Templo onde há sacralidade, faz-se necessária a “energia” que provem da “força” e a “candura”, que provem da “beleza”. A saída será feita pelas mesmas colunas, obviamente o Maçom encontrar-se-á “Entre Colunas”, para manter o compromisso assumido, de nada revelar sobre o que se passou na loja, a passagem pelas colunas significa “selar” aquele compromisso e manter segredo. As colunas ficando dentro ou na entrada do templo têm sua importância conforme o rito adotado, no que tange ao R.·.E.·. A.·. A.·., devem ficar fora do Templo. Contudo, o mais importante é o significado esotérico para o Maçom, que deve sempre estar “entre colunas”, tanto dentro do templo como no mundo profano.

Ovídio Silva Neto

A.R.G.B.L.S. CAMPOS SALLES II , Santa Bárbara do Oeste - SP

Última atualização em Ter, 23 de Fevereiro de 2010 18:58
 

Comentários  

 
0 # 06/01/2014 10:51
olá sou aprediz e estou amando o estudo maçom ...obrigado.
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