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MAÇONARIA - UM POUCO DA HISTÓRIA DOS NÚMEROS Imprimir E-mail
Ter, 04 de Maio de 2010 08:44

MAÇONARIA - UM POUCO DA HISTÓRIA DOS NÚMEROS

A teoria dos números nasceu cerca de 600 anos antes de Cristo quando Pitágoras e seus discípulos começaram a estudar as propriedades dos números inteiros

Klebber S Nascimento

04.05.2010

A noção de número está, através dos tempos, associada a todos os tipos de atividades humanas.

A primeira concepção de número data do período paleolítico e poucos progressos fizeram neste campo até se dar a transição para o período neolítico, durante o qual já existia uma atividade comercial importante entre diversas povoações, e que promoveu a formação de linguagens, cujas palavras exprimiam coisas muito concretas e poucas abstrações, mas onde há havia lugar para alguns termos numéricos simples. Esses termos numéricos destinavam-se apenas a estabelecer a distinção entre um, dois e muitos.

A teoria dos números nasceu cerca de 600 anos antes de Cristo quando Pitágoras e seus discípulos começaram a estudar as propriedades dos números inteiros. Os pitagóricos rendiam verdadeiro culto místico ao conceito de número, considerando-o como essência das coisas. Acreditavam que tudo no universo estava relacionado com números inteiros ( hoje conhecidos como números racionais ). Aliás, na Antiguidade a designação número aplicava-se aos inteiros maior que um.

Essa crença foi profundamente abalada quando usaram o Teorema de Pitágoras para calcular a medida da diagonal de um quadrado unitário. A diagonal divide o quadrado em dois triângulos retângulos isósceles, cujos catetos têm cumprimento um, e assim, pelo Teorema de Pitágoras, a medida da hipotenusa é igual á raiz quadrada de dois, que não pode ser expresso como quociente de inteiros.

Ao descobrirem que a diagonal de um quadrado de lado 1 não era uma razão entre dois inteiros (traduzindo =que a raiz quadrada de 2 é um número irracional), os pitagóricos consideraram quebrada a harmonia do universo, já que não podiam aceitar a raiz quadrada de dois como um número, mas não podiam negar que esta raiz era a medida da diagonal de um quadrado unitário. Convencidos de que os deuses os castigariam caso divulgassem aquilo que lhes parecia uma imperfeição divina, tentaram ocultar a sua descoberta. Segundo reza a lenda, o primeiro membro da seita pitagórica que divulgou essa descoberta morreu afogado.

E por ai vai o artigo, sempre focando as questões eminentemente práticas. Lógicas e matemáticas.

Podemos observar que mesmo não tendo um cunho filosófico, o texto apresenta algo que se interfaceia com a nossa instrução. A problemática do número 2 é expressiva. Talvez tenha provocado o afogamento de alguém. Não podemos esquecer do Teorema de Pitágoras, em que um quadrado vira dois triângulos retângulos isósceles (relembro que formado por três pontos e três linhas). Temos ai os pontos que formam o Delta Luminoso e Sagrado.

Mas o principal de tudo, em meu entender, não está na figura única dos números.

O sentido dessa instrução é mais amplo, mais profundo, mais complexo.

É a nossa maneira de agir, sentir e pensar. É o nascimento em nós da noção do Verdadeiro, condensando seu ideal no Justo, no Belo e no Verdadeiro.

Do triângulo retângulo isósceles, oriundo de um quadrado, e que se forma por 3 linhas e 3 pontos, temos o nosso selo pessoal, nossa assinatura, nossa identificação como Maçom e que representam as três qualidades indispensáveis ao Maçom e inseparáveis, quais sejam:

O Amor ou Sabedoria, a Vontade e a Inteligência.

A simples dissociação entre elas fará surgir o desequilíbrio.

De nada me adianta ter Vontade e não ter afeto. Serei nulo.

De nada me adianta ter inteligência e não ter humanidade e amor para como o meu próximo. Serei um alienado.

De nada me adianta ter Amor e Inteligência e me faltar Vontade para materializar meus sentimentos na ajuda ao meu próximo, mesmo que essa ajuda seja uma simples oração. Serei um omisso.

Meus irmãos, eis que aqueles 3 pontos, que estavam desde 600 anos antes de Cristo no famoso Teorema de Pitágoras (relembro: pontos e linhas dos triângulos retângulos isósceles), indicam também as qualidades que todo maçom deve ter se quiser ser digno do nome.

Também obtido de um artigo de autoria de Rábano mauro, sobre o tema “ O Significado Místico dos números”, temos sobre o número 3:

Que é próprio do mistério da Santíssima Trindade, como dito na Epístola de João (I Jô 5, 7), à “Três são os que dão testemunho”.

Também representa o mistério da Paixão, Sepultamento e Ressurreição do Senhor. Daí que Oséias (6,2) diga: “ Dar-nos-á de novo a vida em dois dias; ao terceiro dia ressurcitar-nos-á e viveremos”.

O Três exprime ainda a fé, a esperança e a caridade.

O Três significa ainda os três tempos: o primeiro, antes da lei; o segundo sob a antiga lei; e o terceiro, sob a graça.

O Três representa também as três formas do agir humano para o bem e para o mal: pensamento, palavras e obras.

Relembremos, por fim, que naquele triângulo retângulo isósceles, ponto a ponto, temos nossos grandes pilares: Sabedoria, Força e Beleza.

Ir.´. Durval Morais

Última atualização em Ter, 04 de Maio de 2010 08:47
 

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