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JUSTO E PERFEITO NA MAÇONARIA Imprimir E-mail
Sáb, 29 de Maio de 2010 10:34

JUSTO E PERFEITO NA MAÇONARIA

Klebber S Nascimento

29.05.2010

O homem vive; vivendo ele luta; sofrendo ele se torna sábio, e da sua sabedoria aprender a viver”(provérbio chinês)

Como instituição oculta e secreta, a Maçonaria escreveu o menos possível. Vaga, talvez imprecisa é a sua tradição oral, pois seus parcos arquivos e documentos foram, na maior parte, destruídos, queimados, ou na melhor das hipóteses dispersos aos quatro cantos em todos os tempos de sua memorável história. Nessa carência de tradição escrita, brotada necessariamente da prudência, reside o maior empecilho contra o qual esbarram os estudiosos, em especial, quando intérprete de palavras e expressões que fazem a beleza moldurada pela sua liturgia maçônica.

A expressão latina: Justus set perfectuam actus – “A norma justa para um ato perfeito”, originou-se do Direito Eclesiástico, nascido do Direito Romano, e se tornaria pacto entre os construtores operativos e o clero no período medieval. A Igreja necessitava de realização a contratação dos oficiais-pedreiros para erguer suas igrejas e catedrais e os submetiam à tarefa certa, por tempo determinado, com propósito de realizar a obra, pagando às corporações o preço “justo” e mediante a entrega “perfeita” da coisa (obra). Segundo a tradição, o artífice-pedreiro teria dito ao monge: “Pagai-nos um preço justo, o que teria respondido o clérico: Daí-me, então, uma coisa perfeirta.

Diz, por exemplo, o título da lei medieval espanhola: “De los Maestros que toman a destajo t los obreiros lavores, las obras por precio certo; que debem pechar si lo hicierem falsamente”. Havia, portanto, o compromisso do Mestre-arquiteto em manter a coesão do grupo de obreiros, com intuito de levar adiante a empreitada, conforme previamente acordado entre as partes, porém, era sabedor do poder ilimitado da Igreja, principal encomendador. Dessa forma, o caráter paralelo e secreto das corporações medievais é algo a entender.

Por outro lado, a história sempre reservou um relevante papel social do Mestre-arquiteto, no qual implicava grandes conhecimentos e prestígio, em contrapartida também responsabilidades. É o Código de hamurabi que estabelece: “Se um arquiteto edifica uma casa não segura, de tal forma que a casa caia e provoque ainda a morte do seu dono, o arquiteto será condenado à morte; se a ruína causa a morte do filho do dono da casa, o filho do arquiteto será então condenado à morte; se a ruína causar a morte do escravo do dono da casa, o arquiteto oferecerá a este um escravo de igual valor”. Portanto, em todas as ações a medida justa no sentido de almejar sempre o aperfeiçoamento na construção do Edifício Ideal.

Justo e perfeito, a expressão teria evoluído do Direito Imperial para o Religioso e daí incorporada à ritualística maçônica, onde hoje é usada contendo, excelso significado simbólico, segundo a tradição e o costume.

O ensinamento ético e moral da Ordem estabeleceu, na teoria imamentista ou clássica, um conceito preciso da virtude, da tolerância e da fraternidade entre os seus adeptos. Para isso, procurou-se determinar as condições de aplicação dos diferentes preceitos nas diversas circunstâncias. Cercá-la através da alvenaria de proteção, formada a partir de diferentes instruções e por lições complementares, é seu principal objetivo, destinado ainda a afastar qualquer perigo de transgressão.

A ascese maçônica insiste, exaustivamente, na liberdade total da escolha do homem colocado diante da vida e da morte; do bem e do mal. A idéia da responsabilidade e da escolha que se acha no centro da exegese maçônica terá o iniciado como beneficiário, pois tudo será “justo e perfeito”, se existir para todo fim, um princípio e um meio, atos distintos cujo tronco é a árvore da licitude. Tanto no Velho como no Novo Testamento, “o homem é fraco, limitado, dividido; o espírito deve prevalecer forte, pois o corpo é frágil”. Na Boa-Nova, “o espírito, naturalmente, está ansioso, mas a carne é fraca” (Mt 26,41). Uma antiga sentença da Lei Mosaica nos diz: “Quando o homem nasce, Deus decide se será fraco ou forte, sábio ou tolo, rico ou pobre, mas não se será justo ou mal”. Assim está escrito em nosso Livro da Lei, pois a vereda do justo é como luz que resplandece, vai adiante e cresce, até o dia perfeito.

Daí a necessidade de seguir o modelo da Escola Alexandrina na busca de uma interpretação simbólica da frase e rever permanentemente seu significado perante os acontecimentos históricos. Em todas as tradições, o justo ostentará o Caminho do Meio, centro ideal de todas as convergências que o levará à perfeição. O maçom deve manter-se no “Justo Meio”, com retidão e segurança.

Ir.´. Celso Eustáquio de Avelar

 

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