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MAÇONARIA : AS TRÊS COLUNAS SIMBÓLICAS Imprimir E-mail
Sex, 11 de Junho de 2010 14:00

MAÇONARIA : AS TRÊS COLUNAS SIMBÓLICAS

Helio P. Leite

11.06.2010

O número três – ou tríade – recebeu, ao longo do tempo, inúmeras interpretações místicas, das confrarias, irmandades e ordens ocultistas e filosóficas. Na maioria das vezes, ele é representado por um triângulo eqüilátero, cujos vértices representam as três idéias cujos valores nele são reunidos e somados.

No Templo Maçônico, ele aparece algumas vezes, com um forte significado místico, representando os aspectos transcendentais da filosofia e da cultura da Arte Real. É baseado nesta concepção que observamos as três colunas simbólicas – O Venerável Mestre, o 1º Vigilante e o 2º Vigilante – atribuindo a cada qual um conjunto de valores morais e espirituais simbolizados por três ordens arquitetônicas gregas. A primeira coluna é a do Venerável Mestre. A ele corresponde a ordem jônica, cuja simetria e formas geometricamente combinadas de curvas e retas se associam á sabedoria indispensável à primeira luz da Loja. Ela também representa Minerva ou Atenas, deusas da sabedoria entre os gregos e os romanos, respectivamente, cuja cabeça esculpida em mármore existe como decoração em alguns templos.

A segunda coluna é da ordem dórica, correspondendo ao 1º Vigilante, que representa a coluna da força. Este atributo está simbolizado pela simplicidade e robustez do capitel da coluna dórica, cuja deusa entre os gregos é Artemis ou Diana, para os romanos.

A terceira coluna é a do 2º Vigilante e é da ordem coríntia. Seu capitel é ornamentado com flores e folhas que forma desenhos em volutas, o que representa a beleza, terceiro elemento da perfeição e atributo do 2º Vigilante, que é o encarregado de auxiliar os companheiros a transformar a pedra bruta em pedra polida.

A primeira coluna, a do Venerável Mestre, evoca a sabedoria, atributo indispensável àquele que deve dirigir os destinos da loja e orientar os seus trabalhos. Sabedoria pressupõe uma grande quantidade de conhecimentos variados,com preponderância dos ligados à área humanística, consolidados por larga experiência de vida e de maçonaria. Para isso, o Venerável Mestre deve associar um perfeito domínio no trato de problemas sociais com a sua capacidade de administrar e solucionar conflitos pessoais de toda ordem e de descobrir formas de harmonização entre as pessoas. Além disso, a capacidade de expressão verbal do Venerável Mestre deve ser suficiente para que ele se comunique com facilidade, fale em público com desenvoltura e leia textos ritualísticos com ênfase apropriada, para que a liturgia produza os desejados efeitos.

A coluna da força, representada pelo 1º Vigilante, exorta à dedicação à causa maçônica, o empenho e a tenacidade na busca dos ideais maçônicos, que devem ser transmitidos aos aprendizes, na sua tarefa de desbastar a pedra bruta. Essa tarefa nada mais é do que a eliminação do aspectos negativos da personalidade, tais como o egoísmo, o egocentrismo, a vaidade, a presunção, a soberba, a avareza, a ira, a suscetibilidade, o fanatismo, e tantos outros, que perturbam a harmonia e dificultam a convivência. A busca do domínio de si mesmo precede o desenvolvimento de virtudes nobres, que é o ideal perseguido pelo Maçom.

A coluna do 2º Vigilante simboliza a beleza, a permanente procura da perfeição, da exatidão, do ajustamento das formas e do aprimoramento das virtudes essenciais. Este é o trabalho dos companheiros e exige permanente esforço de aperfeiçoamento, assim como constante vigilância contra os deslizes a que todos estamos sujeitos, por nossa própria condição humana. O trabalho na pedra polida leva os irmãos a desenvolver qualidades como atenção, memória, zelo, higiene física e mental, trato corporal, aprendizado litúrgico e ritualístico, compreensão e domínio dos princípios da ordem, tolerância etc.

O Venerável Mestre e os Vigilantes, como Luzes da Loja, devem esforçar-se para o desenvolvimento de qualidades de efeito geral, como a serenidade, a perspicácia, a lealdade, a franqueza, o autodomínio, a urbanidade, o tato, o discernimento, a afabilidade, a pontualidade e a assiduidade, entre outros. Com isso, eles poderão descobrir e explorar, nas melhores condições, os caminhos pelos quais a loja será conduzida, na perseguição de seus objetivos e na busca dos ideais da Maçonaria.

Quando refletimos sobre os elevados princípios filosóficos que as três colunas representam, somos conduzidos à conclusão de que a sua compreensão completa é indispensável ao pleno desenvolvimento dos maçons de todos os graus. É essa conclusão que nos leva a dedicarmos tempo suficiente ao estudo e prática dos ensinamentos transmitidos pelos mestres maçons mais antigos e pela leitura constante da literatura maçônica disponível.

Irmão José Prudente Pinto de Sá

 

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