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NOTÍCIAS MUNDIAIS
Helio P. Leite
30.07.2010
POLÊMICA NUCLEAR Irã faz proposta
O chefe da Organização Iraniana de Energia Atômica (OIEA), Ali Akbar Salehi, disse ontem que o país vai suspender a fabricação de urânio altamente enriquecido se obtiver combustível para seu reator de pesquisas de Teerã. “Nós começamos a produção de urânio a 20% para responder a nossas necessidades”, explicou Salehi, citado pelo canal árabe de televisão Al Alam. No dia anterior, o ministro turco das Relações Exteriores, Ahmet Davutoglu, havia adiantado a informação ao comentar sobre a visita de seu colega iraniano, Manucher Mottaki, a Istambul no último domingo. Em 17 de maio, Irã, Brasil e Turquia apresentaram uma proposta chamada Declaração de Teerã, que visa encontrar uma saída diplomática para o controverso programa nuclear do país liderado por Mahmud Ahmadinejad.
ORIENTE MÉDIO Negociação direta O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou ontem que pretende conversar diretamente com o presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmud Abbas, para tentar estabelecer a paz na região, após a Liga Árabe (organização dos Estados árabes, que inclui 22 países) ter aprovado a retomada do diálogo entre israelenses e palestinos. “Em resposta à decisão da Liga, o primeiro-ministro disse que está disposto a iniciar nos próximos dias negociações diretas e francas com a AP”, informou seu gabinete. “O premiê acrescentou que, por meio de conversas diretas, é possível chegar a um acordo de paz entre ambas as nações em um futuro próximo”, destacou a organização, em comunicado. Naufrágio no CONGO 140 morrem afogados Pelo menos 140 pessoas morreram afogadas no naufrágio de um barco no oeste da República Democrática do Congo. Segundo informações não oficiais, duas crianças sobreviveram à tragédia. O naufrágio ocorreu no Kasai, afluente do Rio Congo. A embarcação proveniente da cidade de Mushie, que transportava mercadorias e cerca de 200 passageiros, afundou por causa do mau tempo, disse Jolly Limengo, inspetor policial da província congolesa, à agência de notícias Reuters. “O barco estava muito sobrecarregado e não conseguiu passar pelas águas turbulentas”, explicou, acrescentando que “as pessoas aqui não sabem nadar”. O transporte fluvial é um dos mais usados no Congo. CALOR EM MOSCOU Temperatura recorde Tomada por uma onda de calor sem precedentes, a capital russa registrou ontem à tarde uma temperatura de 38,2 graus. Trata-se de um novo recorde absoluto desde o começo dos registros de temperatura no país há 160 anos, batendo os 37,2 graus à sombra de segunda-feira. Devido ao calor extremo e à poluição, o chefe dos serviços de saúde russos, Guennadi Onichtchenko, aconselha a população a “ficar em casa e diminuir os esforços físicos”, sobretudo os mais idosos e as crianças. CASAMENTO DE CHELSEA Obama fora da festa O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez uma brincadeira ontem ao comentar que não foi convidado para o casamento de Chelsea Clinton, filha do ex-presidente Bill Clinton e da secretária de Estado, Hillary Clinton. “Você não vai querer dois presidentes em um casamento. Todo o serviço secreto, convidados passando por detectores de metal, todos os presentes tendo que ser abertos…”, destacou Obama, de maneira bem-humorada, em entrevista ao programa The View, do canal de televisão ABC. “Não fui convidado porque acho que Hillary e Bill querem, com toda a razão, que a festa seja para Chelsea e para seu futuro marido”, disse. Chelsea, 30 anos, se casará amanhã com o banqueiro Marc Mezvinsky, 32, na cidade de Rhinebeck, em Nova York, onde já estão em vigor rigorosas medidas de segurança sem precedentes, como a interdição do espaço aéreo na região. “Dentes” caros 21,5 mil Valor em euros pago pela dentadura do ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill, em leilão realizado no Reino Unido DISSIDENTES CUBANOS Fariñas deixa hospital O opositor cubano Guillermo Fariñas, que fez greve de fome durante 135 dias para pedir a liberdade de dissidentes, recebeu ontem alta do hospital da cidade de Santa Clara, 270km a leste de Havana, onde estava internado desde 11 de março. Fariñas disse que voltava para casa “cético” sobre a libertação dos presos políticos e com a intenção de escrever muito. O jornalista e psicólogo de 47 anos contou que recebeu “muita solidariedade” dos vizinhos e considerou que sua greve de fome “valeu a pena”. “Mas ainda restam muitos presos políticos para sair da cadeia”, ressaltou. Fariñas, que passou a maior parte de seu protesto na terapia intensiva, fotografou os médicos que o trataram antes de se despedir.
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