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ABREVIATURAS DO RITUAL DE APRENDIZ - (1ª PARTE). Imprimir E-mail
Qua, 10 de Novembro de 2010 13:00

ABREVIATURAS DO RITUAL DE APRENDIZ - (1ª PARTE).

O que vale na vida maçônica não é a Iniciação (ponto de partida) e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim teremos o que colher...!

Helio P. Leite

10.11.2010

Os Irmãos ao ingressarem na Ordem, recebem o Ritual de Aprendiz Maçom e a recomendação: “Lede-o refletidamente, pois pelo Ritual, aprendereis o Simbolismo Maçônico”. No dia seguinte o neófito, agora Maçom, com sede de conhecimento, olha o Ritual e vê na capa algo abreviado: MM,’,LL.’. AA.’. e AA.’. Na primeira página, outra: G.’.A.’.D.’.U.’. Na segunda, Apr.’., Comp.’. e M.’. Na terceira T.’., Oc.’., Or.’., Ven.’. e nas demais: Loj.’., J.’., VVig.’.,B.’. Tes.’. Chanc.’. PB.’. PC.’. Secr.’., Maç.’. e etc. Olha tudo atentamente, tenta adivinhar em vão o significado das abreviaturas.

Para que os rituais e os impressos maçônicos não sejam entendidos por profanos, é costume fazer abreviaturas, através da supressão de fonema ou de sílaba no fim da palavra (apócope de palavras escritas), colocando, logo depois do corte na palavra, os três pontos em formato de delta, ou seja, ocupando os três ângulos de um triângulo equilátero (.’.).

Evidentemente, existe certo número de palavras que, abreviadas, são entendidas pelos Maçons. O que não se pode fazer é chegar ao excesso de abreviar, indiscriminadamente, qualquer palavra, numa prática que, lamentavelmente, tem sido muito seguida, tornando incompreensíveis certos rituais, até para os próprios Maçons.

Para formar as abreviaturas, existem duas regras fundamentais: O corte das palavras deve ser feito, sempre, entre uma consoante e uma vogal, por ex: Or.’. = Oriente.

O plural das palavras é feito através da repetição da letra inicial, por exemplo: OOr.’. = Orientes; VVig.’. = Vigilantes; Ir.’. = Irmão, IIr.’. = Irmãos.

Para tornar compreensível aos recém-iniciados as principais abreviaturas usadas em Maçonaria, sobretudo as que constam no Ritual do 1º Grau, preparamos a relação que se segue:

Arq.’. = Arquiteto: Denominação dada, em Maçonaria, ao Oficial da Loja encarregado de tudo quanto diz respeito às decorações e ornamentação do Templo, e também da conservação dos móveis, alfaias e utensílios, além do material de expediente da Loja. É o arquivista de todos os livros e documentos manuscritos, medalhas, comendas e condecorações, devendo ter de tudo um inventário, em livro apropriado.

Em geral não se dá importância a esse Oficial, no entanto, se devia compreender que da sua parte, da sua inteligência, dedicação e zelo, dependem a prontidão e perfeição das cerimônias litúrgicas e a boa ordem dos objetos a si confiados.

Assiduidade = A assiduidade constitui uma das virtudes do maçom; não diz respeito apenas ao comportamento social, ao compromisso assumido, mas à participação em uma Egrégora que beneficia a quem “se encontra ao seu lado”; diz respeito ao elo da corrente; à necessidade para a formação do grupo. Quem se ausentar sem motivo aparente ou justificado estará solapando aos demais a oportunidade de reforçar as vibrações e a soma dos fluídos destinados à formação grupal.

Consoante as regras maçônicas, a falta de assiduidade impede o ato de votar e ser votado, receber o “aumento do salário”, ser suspenso ou até eliminado do quadro. Isso não significa a eliminação da Ordem, porque a um Iniciado jamais se eliminará; terá ele, sempre, a oportunidade de reingresso em sua Loja ou Loja equivalente.

Maçom! A sua presença na Loja é vital; seja assíduo e receberá a recompensa destinada aos cumpridores de seus compromissos. Sinta-se atraído à sua família maçônica.

Audi, Vide, Tace = “Veja, Ouça e Cale”: Legenda adotada pela Grande Loja Unida da Inglaterra, depois de sua unificação de 1813.

Aumento de Salário = São chamadas desta forma as promoções do Maçom de um grau para outro superior, devendo ser justificadas por uma conduta irrepreensível no mundo maçônico e no profano, após dar provas de conhecimento do grau que já possui pela idade exigida e pelo interstício.

Bolsa de Benef.’. para o Tronc.’. de Solid.’. = Bolsa de Beneficência para o Tronco de Solidariedade: O “giro” da bolsa beneficente obedece a um ato litúrgico dos mais importantes, porque quando o maçom deposita o seu óbolo, estará depositando a si mesmo, ou seja, os seus benéficos fluídos fluindo das pontas de seus dedos, “Imantando” o óbolo. O Hospitaleiro, é o oficial que procede ao giro e a coleta, sigilosamente, distribuirá o fruto a quem dele necessitar, excluídos os próprios maçons. Se um maçom vier a tornar-se um necessitado, o auxílio que receberá será da Loja, com todo o afeto e eficiência; não receberá esmola, mas auxílio obrigatório. Ao depositar seu óbolo, seja altruísta e distribua parte do que o bom Deus lhe propiciou.

Cadeia de União = É a força espiritual da Loja. É formada na Loja, colocando-se os maçons ao redor do Altar, entrelaçados pelas mãos e unidos pelos pés e pelas mentes. Cada maçom é um elo da Cadeia; foi assim forjado na Iniciação, e a união dos elos forma a cadeia, também denominada corrente. Os elos são unidos uns aos outros sem solução de continuidade, e assim é toda a Loja que se entrelaça.

Chanc.’. = Chanceler (também denominado Guarda dos Selos): Oficial responsável pelo livro de frequência dos obreiros, guarda dos carimbos e timbres da Loja (ou da Ordem) que é aposta nos documentos. Cargo confiado a um Mestre de ilibada reputação.

CCol.’. = Colunas: Próximas à porta de entrada de todas as Lojas simbólicas, existem duas colunas com as letras B.’. e J.’. colocadas no fuste (a parte principal da coluna, entre o capitel e a base). Designam, principalmente, o lugar que deve ser ocupado na Loja pelos Aprendizes e Companheiros. A expressão maçônica “Entre Colunas” significa “em segredo”, para designar assuntos que não podem ser revelados a terceiros.

Comp.’. = Compasso: O compasso mede os mínimos valores até completar a circunferência e o círculo. Sejamos o centro desse círculo, onde fixamos uma das hastes do compasso e, girando sobre nós mesmos, executaremos com facilidade o projeto perfeito. O entrelaçamento do compasso com o esquadro será o distintivo permanente da Maçonaria.

Esq.’. = Esquadro: Símbolo representativo da justiça, da equidade e da retidão de caráter. Forma um ângulo reto ensinando-nos em sua linguagem simbólica, que devemos pautar a vida “dentro do esquadro”. Tudo está na dependência da retidão, tanto na horizontalidade como na verticalidade.

G.’.A.’.D.’.U.’. = Grande Arquiteto do Universo: Título dado à Divindade Suprema em todos os Ritos maçônicos. A crença no Grande Arquiteto do Universo é um dos mais importantes Landmarques da Ordem. A negação dessa crença é impedimento absoluto e insuperável para a Iniciação.

G.’.T.’. = Guarda do Templo: Oficial responsável pela guarda do Templo (é o encarregado de zelar pela segurança do Templo pela parte interna da Loja durante os trabalhos). Também chamado de Guarda Interno, vela para que o lugar das reuniões esteja absolutamente vedado à intromissão de Profanos, evitando que se ouça o que dentro dele se passa.

Hosp.’. = Hospitaleiro: Oficial de uma Loja, responsável não só do recolhimento dos óbolos por intermédio do seu “giro” litúrgico como também de visitar e atender aos necessitados membros da Loja, ou mesmo profanos aos cuidados do mesmo. Ele tem obrigação de prestar contas, não dos valores, mas das ações que pratica em nome da Loja. Cada maçom cumpre a prática da caridade, pois recebe as benesses de Deus e a Ele deverá prestar contas da sua “hospitalaria”, ou seja, do bem que pratica. Colocar um óbolo na bolsa de beneficência não satisfaz a consciência. Após prover para si, para sua família, todo maçom tem a obrigação de prover para a sociedade, na parte mais desvalida e abandonada. O “dar” é a maior satisfação que a fortuna pode nos dar. Deve nos causar satisfação, pois a solidariedade é uma virtude, e essa virtude faz parte do feixe maior que nos envolve como verdadeiros maçons. Ao darmos nosso óbolo, não esqueçamos jamais que o dar também é bênção.

Igualdade = Todos os Maçons são absolutamente iguais dentro da Loja, sem distinção de prerrogativas profanas, de privilégios que a sociedade confere. A Maçonaria a todos nivela nas reuniões maçônicas. Ela reconhece que todos os homens nasceram iguais e as únicas distinções que admite são o mérito, o talento, a sabedoria, a virtude e o trabalho.

Valdemar Sansão

 

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