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AVENTAL MAÇÔNICO, INSÍGNIAS, PARAMENTOS E BALANDRAU Imprimir E-mail
Sáb, 29 de Janeiro de 2011 13:00

AVENTAL MAÇÔNICO, INSÍGNIAS, PARAMENTOS E BALANDRAU

Helio P. Leite

29.01.2011

O avental é um legado que a maçonaria moderna recebeu da maçonaria operativa. Esta peça, que foi de tanta utilidade para o Maçom operativo, já que lhe protegia a roupa, transformou-se para o maçom moderno numa alfaia simbolizando a disciplina e o trabalho do Maçom.

Até a sua regulamentação pela Grande Loja Unida da Inglaterra, os aventais da maçonaria inglesa assumiram os mais variados aspectos e formas. Simples peles desalinhadas de cordeiro, no princípio, os aventais sofreram uma evolução constante nos países que adotaram a instituição maçônica.

Em fins do século XVIII era grande moda enfeitar os aventais com pinturas e bordados à mão que reproduziam a riqueza emblemática da maçonaria.

 

O primeiro contato do Maçom com essa insígnia, que expressa sua condição, é na Iniciação. Ao entregar o Avental ao Iniciando o Venerável diz: Recebei este Avental, a mais honrosa insígnia do Maçom, pois é o emblema do Trabalho, a indicar que devemos ser sempre ativos e laboriosos. Sem ele, não podereis comparecer às nossas reuniões. Deveis usá-lo e honrá-lo; porque ele, jamais vos desonrará.

O Avental, cujo uso se liga a costumes antiqüíssimos relatados não só na Bíblia, quando Moisés instruiu os hebreus para que tivessem os rins cingidos na noite da libertação do jugo egípcio, por exemplo, mas nos mistérios persas, na Grécia cerca de 40 séculos antes de Cristo, no Hindustão ou nas Américas, tem a finalidade de isolar e de filtrar as vibrações primitivas que atuam no corpo do Homem evitando que seu pensamento seja desviado dos planos superiores para o plano das forças mais densas. Quando isso ocorre, o que não é raro acontecer, cria-se uma fluidez magnética intensamente negativa e, como é óbvio, altamente prejudicial ao trabalho em Loja.

É mister, portanto, impedir que isso ocorra e o Avental tem a propriedade de fazê-lo desde que devidamente magnetizado e usado corretamente, pois ele tem uma espécie de tela entérica que atravessa o seu cinto. Essa tela funciona como uma barreira contra as forças negativas e contra a comunicação prematura entre os planos astral e físico o que é muito importante, especialmente para o Aprendiz já quer este detém muito pouco ou nenhum conhecimento sobre esse assunto.

Ao nosso Avental, não importa o grau que detenhamos, merece que lhe dediquemos um especial cuidado. Primeiramente, porque temos que honrá-lo como símbolo do trabalho que eleva e dignifica o Homem em sua trajetória terrena; e em segundo lugar, porque se o tratarmos como deve ser tratado ele será nossa proteção permanente contra as forças maléficas que pululam ao nosso redor e que podem ser fácil e rapidamente atraídas por nossos corpos.

O Avental é a peça mais importante na Maçonaria. Distintivo indispensável do trabalho. É o único que dá ao maçom o direito de entrar nos Templos e participar das reuniões. Sua forma e cores variam de acordo com os graus e Ritos, mas seu significado místico é o mesmo. O Avental Branco, sem adornos, do 1º grau, indica a pureza da alma, que se supõe tê-la alcançado neste grau.
O azul celeste está associado com a dedicação espiritual. Nos graus 1 e 2 não aparecem nenhum metal, pois o maçom esteve, teoricamente, se despindo de todos os metais e transmutando-os em riquezas espirituais
Azul: Cor da Safira que simboliza a piedade, o equilíbrio, a lealdade e a sabedoria. é a cor celeste que caracteriza as Lojas Simbólicas e os maçons dos três primeiros graus.

A abeta levantada, (ternário) significa que o aprendiz não sabe ainda trabalhar e precisa proteger-se.

O companheiro maçom cujo material de trabalho é a pedra cúbica (provinda do polimento da pedra bruta), já pode usar o avental com a abeta abaixada (quaternário) pois não necessita mais de tanta proteção para o corpo.

Na condição de companheiro o Irmão elevado não usa venda porque ele já conhece a Verdade, sua vista já é forte suficiente para resistir a luz dentro do Templo, mas não ainda para subir ao Or\ Ele usou venda quando como profano bateu nas portas do Templo e foi necessário ocultar da sua vista a Loja em trabalhos maçônicos, porém ele já possui defesa suficiente para que seu corpo não seja lambado pelas águas lodosas das corrupções do mundo profano, o corpo a que se refere é o corpo espiritual, e é nesse momento com o avental de abeta baixa que se está formando o verdadeiro maçom, a partir deste ponto é que saberemos se realmente o Comp\ será ou não um bom M\M\.

Os CComp\, finalmente, após passar 6 (seis) meses com a abeta baixa e ter provado seus merecimentos passam então a condição de mestres e aí é que só planejam e dirigem, simbolicamente os trabalhos, passam a utilizar o avental também de pele branca, orlado de azul-celeste, em todo seu contorno e na abeta.

O avental do mestre  é forrado de preto, tendo uma roseta também azul celeste no centro da abeta, que estará sempre descida, e duas rosetas iguais, uma em cada lado inferior do avental, no centro das rosetas, um botão também azul-celeste. E finalmente o Mestre Instalado  utiliza o avental também de pele branca orlado de azul-celeste, em todo seu contorno. A diferença é que ao invés de rosetas, traz três (taus) invertidos, sendo um no centro da abeta e dois na parte inferior, um de cada lado, de metal dourado. Terá junto a ponta inferior do triângulo, duas fitas azuis com franjas, formadas por sete correntes de sete elos dourados e pequenas esferas também douradas. Uma vez passado pelo procedimento ritualístico de Instalação, o M\I\ jamais usará o avental com rosetas.

 

Insígnias complementares do avental e paramentos.

Mestre

1.           Fita - Os mestres usam uma fita azul-celeste de 10 cm de largura, forrada de preto, posta a tiracolo, do ombro direito para o esquerdo.

2.           Jóia – Um esquadro prateado com ramos iguais, pendente da fita de mestre, com a abertura voltada para baixo.

Mestre Instalado

1.           Colar – Azul celeste, com 10 cm de largura, com um ramo de Acácia bordado na cor dourada, de cada lado, no vértice formado pelo colar, há a figura de um delta radiante com o olho onividente. O colar é forrado de preto.

2.           Jóia -    É um esquadro dourado com ramos desiguais, pendentes do colar, com a abertura voltada para baixo e a haste maior a direita.

3.           Punho – com seda branca orlado com azul celeste com um ramo de acácia de cada lado , tendo bordado na face externa a jóia do cargo.

Não é permitido usar qualquer tipo de condecoração, recompensa, cruz, colar, pingente, medalhão maçônico, etc,  por sobre o colar dos mestres e autoridades, mesmo que sejam emblemas maçônicos.

Obs: (Constante do ritual de M\M, pág. 12): “O mestre Instalado quando não exercer o cargo de venerável, poderá usar apenas o avental de Mestre Instalado”.

Essa observação serve para que os M\I\ se diferenciem dos atuais V\M\ de Lojas, presentes em uma mesma Sessão, devendo-se observar que na  ritualística já está definido onde devem tomar acento no Oriente, ou seja, ambos, a esquerda do Trono de Sal\.

As autoridades Dep\Fed\, Estad\, Gr\ Secr\, Min\ e outros que tem os seus paramentos específicos da representação, tem assento no Or\ diretamente independente de convite do V\M\, evitando os constantes constrangimentos do Ven\ ter que interromper a Sessão, pedindo para o Mestr\ de Cer\ convidá-los a tomar acento no Or\ . Essas autoridades quando em Sessões Ordinárias de suas Lojas, com exceção do M\I\ e do V\M\ podem a seu critério, deixar de usar seus paramentos de auto cargo, a fim de se apresentarem mais a vontade, e disponíveis para ocupar alguma outra função que a Loja necessite no Ocidente, por exemplo 2.º Diac\ Cobr\Mest\ Cer\ e outros.

Balandrau

Balandrau é o traje típico maçônico. É preconizado seu uso estrito em sessões maçônicas simples, ditas econômicas. Todo balandrau é de cor preta, com comprimento abaixo dos joelhos, mangas largas e compridas. O colarinho alto deverá está sempre fechado.

O balandrau é palavra originada do latim medieval Balandrana, que definia a vestimenta de mangas largas abotoada na frente e, pelo uso, designava certas roupas usadas por confrarias, normalmente em cerimônias de cunho religioso.

Historicamente, as organizações de ofício, ditas "Maçonaria Operativa", adotavam o traje, tal qual os Collegiati dos Collegia Fabrourum e membros dos Ofícios Francos, dos séculos XIV e XV, com seu balandrau negro.

Atualmente, a Maçonaria no Brasil de várias obediências tolera a veste talar, negra, de mangas longas, colarinho alto e fechada até o pescoço como opção ao terno escuro, por entender que só o avental seja paramento maçônico, alguns ritos como Emulation (erradamente chamado de York Inglês), não permitem o uso do balandrau, sendo exigido o uso do terno escuro.

O Art. 84 do RGF – estabelece em parágrafo único que admite-se “eventualmente” o uso do balandrau nas demais sessões desde que usado com calça preta ou azul-marinho, sapatos e meias pretas, e sem qualquer insígnia ou símbolo estampados.

 

 

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